No Dia das Mães, fizemos uma pergunta a cinco mães presentes na vida da Luci. As respostas, sem combinar, contam a mesma história
Cinco mães das pessoas que fazem parte da Luci responderam, no Dia das Mães, à pergunta que dá nome à nossa marca: o que traz lucidez para a vida de vocês? As respostas, vindas de mulheres de gerações e contextos diferentes, convergem para o mesmo lugar. Silêncio, natureza, oração, ordem, presença com quem se ama. Lucidez, para elas, não é acúmulo. É subtração.
A palavra lucidez está no centro do que a Luci é desde antes de existir a primeira lata. É o nome da marca, é o conceito que tentamos traduzir em cerveja, é o que organiza tudo o que decidimos por aqui. Mas, como acontece com as palavras importantes, lucidez é mais algo que se vive do que se define.
Por isso, este ano, no Dia das Mães, fizemos algo diferente, fomos perguntar para algumas das mulheres que estão na origem da Luci, literalmente, o que traz lucidez para a vida delas. Conversamos com Lília, mãe do Danniel, nosso fundador. Com Rosalva, mãe do Thiago, nosso sócio. Com Francine, mãe da Larissa, que cuida das nossas redes sociais. Com Camila, mãe da Helena, nossa primeira cliente. E com Iraci, mãe da Bárbara, nossa mestre cervejeira.
O que aconteceu nas respostas foi inesperado.
As respostas, na voz delas
Cada uma respondeu sem saber o que as outras tinham dito. Cada uma falou da sua vida, da sua rotina, do que a faz se sentir inteira. Veja como foi.
Compartilhamento inusitado de ideias
Lendo as cinco respostas uma ao lado da outra, fica claro algo que não estava planejado. Sem que ninguém combinasse, cinco mulheres de idades, profissões e histórias diferentes descreveram lucidez a partir das mesmas matrizes. Silêncio. Oração. Natureza. Casa em ordem. Presença com quem se ama. Escolha consciente sobre como estar no mundo.
Repare no que nenhuma delas disse:
- Nenhuma mencionou produtividade.
- Nenhuma falou em performance, sucesso ou conquista.
- Nenhuma associou lucidez a viagem, festa, evento ou recompensa.
- Nenhuma disse que lucidez vem de consumo, posse ou acúmulo.
- Nenhuma falou em pressa.
Lucidez, para elas, tem um vocabulário muito específico. É o que sobra quando a gente subtrai. É o silêncio que aparece quando o barulho cessa. É a natureza que volta a ser vista quando se senta na varanda. É a presença que fica disponível quando se decide estar inteira em um lugar só.
O silêncio como protagonista
Lília abriu a fala dela com a palavra silêncio em primeiro lugar. Rosalva citou meditação e leitura, ambas práticas que exigem silêncio interno. Francine descreveu sentar na varanda da chácara olhando a natureza, cena que pressupõe ausência de ruído. Iraci foi sucinta: sítio. Lugar onde o mundo está em volume mais baixo.
Não é coincidência. Em um cotidiano que oferece estímulo permanente (telas, notificações, demandas, opiniões, propagandas, pressa), o silêncio virou recurso escasso. E sem ele, a clareza não tem onde aparecer. Lucidez precisa de espaço para acontecer. Espaço interno e externo.
É uma observação que cruza séculos. Filósofos, místicos, cientistas contemporâneos da neurociência, todos chegam à mesma conclusão por caminhos diferentes. O cérebro humano precisa de períodos de baixa estimulação para integrar informação, regular emoção e tomar decisões mais alinhadas com o que importa. As mães da Luci sabem disso pela vida, sem precisar de paper acadêmico para confirmar.
A presença como escolha
Camila respondeu com uma frase que vale ser relida com atenção: "hoje eu vou mais longe porque eu escolhi ser profissional, atleta e mãe com mais lucidez". O verbo escolher carrega o peso todo da afirmação. Lucidez, na vida dela, não aconteceu. Foi decidida.
E a consequência dessa decisão também é específica: "hoje eu me sinto presente na vida da Helena, 100%". Presença total. Não dividida em pensamentos sobre o que vem depois, não interrompida por verificação de celular, não atrapalhada por ressaca de noite mal dormida.
Essa é talvez a definição mais prática de lucidez que ouvimos no projeto inteiro. Lucidez é a condição de estar inteiro onde se está. Com quem se está. No que se está fazendo. Não como ideal abstrato, como prática repetida que se constrói por escolha.
O que isso ensina sobre a Luci
Desde o começo da Luci, a nossa intenção foi construir algo maior do que uma marca de cerveja sem álcool. Queríamos ser uma marca que ajudasse as pessoas a viver com mais consciência, fosse pelas conversas que provocamos nos Goles de Lucidez, fosse pelos encontros honestos com quem está perto do nosso dia a dia. Conversas como essa, com as mães da nossa equipe, são parte essencial desse propósito. São lembretes de que a clareza que buscamos no copo já existe, há tempos, na vida das pessoas que nos formaram.
A Luci foi criada por pessoas que buscavam lucidez, e que quiseram traduzir essa forma de estar no mundo em uma cerveja que sustentasse, em vez de atrapalhar, esse modo de viver. Beber com lucidez é simplesmente coerência. É deixar o que está dentro do copo bater com o que está dentro da gente.
Para cada uma dessas mães, a lucidez tem cor própria. Silêncio para Lília. Casa em ordem para Rosalva. Chácara para Francine. Presença escolhida para Camila. Sítio para Iraci. Cinco caminhos, um destino. E todas, sem combinar, ensinaram à própria marca aquilo que ela tenta dizer em cada lata: que viver bem é uma decisão cotidiana, feita de gestos pequenos e repetidos.
Neste Dia das Mães, fica registrado o nosso obrigado a Lília, Rosalva, Francine, Camila, Iraci. E, por extensão, à mãe de cada pessoa que está lendo este texto. Foi de vocês que aprendemos o que é lucidez, antes de virar nome de cervejaria.
Para as mães. Para quem aprendeu com elas. Para quem está aprendendo.
Cervejas artesanais sem álcool da Luci. Feitas para acompanhar quem entendeu que a vida boa é a vida lúcida, e que toda lucidez começa em casa.
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Dia das Mães, 11 de maio de 2026. Lília, Rosalva, Francine, Camila, Iraci. Obrigada.