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Por Danniel Rodrigues

Dia Nacional da Mata Atlântica: as frutas que dão sabor à Luci

 

De Paraibuna ao seu copo, a história da terra viva que sustenta as nossas cervejas. Conheça a série Nossa Biodiversidade

Resumo do artigo

No Dia Nacional da Mata Atlântica, 27 de maio, a Luci relembra a série Nossa Biodiversidade, três episódios no Instagram que mostram de onde vêm as frutas das nossas cervejas. O ponto de partida é o Sítio do Bello, em Paraibuna (SP), onde uma agrofloresta saudável produz cambuci, jabuticaba, maracujá e uvaia que vão para as nossas Catharina Sours. O destino é o copo. No meio, uma história de terra viva, ciclos respeitados e cuidado de gente que entende que biodiversidade brasileira não se preserva apenas com discurso. Preserva-se com prática cotidiana.

Em 27 de maio, o Brasil celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica. A data não é casual. Foi escolhida em homenagem à carta enviada por Padre José de Anchieta em 1560, na qual ele descrevia ao Vaticano, com assombro, a floresta exuberante que cobria a costa do que viria a ser o Brasil. Quase cinco séculos depois, dessa floresta original sobrou pouco mais de 12% da extensão que tinha quando Anchieta a viu pela primeira vez.

É pouco. É muito pouco. Mas é também o suficiente para entender que cada gesto cotidiano em direção à preservação desse bioma vale ouro. Foi com esse espírito que a Luci publicou na semana do Dia Nacional da Mata Atlântica a série Nossa Biodiversidade, três episódios no Instagram que documentam de onde vêm as frutas que dão sabor às nossas cervejas. Mais do que conteúdo de marca, é uma forma de prestar contas.

A Mata Atlântica que ainda resiste

A Mata Atlântica é o bioma brasileiro mais ameaçado e, ao mesmo tempo, o que sustenta mais de 70% da população do país.

Antes da colonização, a Mata Atlântica cobria cerca de 15% do território nacional, estendendo-se do Rio Grande do Sul ao Piauí, da costa até áreas do interior. Era um dos ecossistemas mais ricos do planeta em diversidade biológica, com taxas de endemismo (espécies que só existem ali) entre as mais altas do mundo.

Hoje, restam fragmentos. Mesmo assim, esses fragmentos seguem prestando serviços ambientais sem os quais o Brasil que conhecemos não existiria. A Mata Atlântica:

  • Abastece de água as principais cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador;
  • Regula o clima de toda a costa brasileira, com efeito direto sobre chuvas, temperatura e qualidade do ar;
  • Abriga espécies endêmicas que não existem em nenhum outro lugar do planeta, incluindo frutas nativas que poucos brasileiros conhecem;
  • Sustenta culturas tradicionais de povos indígenas, caiçaras, quilombolas e ribeirinhos, que detêm conhecimento ancestral sobre o bioma;
  • Produz parte expressiva do PIB nacional, em uma área que concentra a maior parte da economia brasileira.

Quem mora em qualquer grande cidade da costa brasileira deve à Mata Atlântica o copo de água que bebe, o ar que respira e boa parte do clima ameno que aproveita. Preservar esse bioma não é causa ambiental abstrata. É manutenção da infraestrutura biológica que faz a vida no Brasil ser possível.

A série Nossa Biodiversidade, episódio a episódio

Três episódios curtos no Instagram que conectam o solo da Mata Atlântica ao copo de cerveja sem álcool.

A série nasceu de uma convicção simples: se a Luci se posiciona como cervejaria que valoriza ingredientes nativos da biodiversidade brasileira, ela tem o dever de mostrar de onde esses ingredientes vêm. Não como propaganda, mas como prestação de contas.

Episódio 1
A origem: o Sítio do Bello, em Paraibuna
A série começa no Sítio do Bello, em Paraibuna, interior de São Paulo, de onde vêm as frutas que vão para as nossas Catharina Sours. É ali que a gente vê de perto como agroecologia, agrofloresta e produção orgânica conectam o produto final ao ciclo da natureza. Não é fazenda no sentido tradicional. É terra viva, em equilíbrio.
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Episódio 2
O processo: o tempo da natureza
No segundo episódio, olhamos mais de perto para o ambiente onde as frutas crescem. Solo vivo, árvores, chuvas e biodiversidade convivendo em equilíbrio. Muito antes de chegar ao copo, cada fruta passa pelo tempo da natureza, cresce entre diferentes espécies de árvores, se alimenta de um solo saudável e se desenvolve em um sistema que respeita os ciclos naturais. Aqui se entende, na prática, o que diferencia uma agrofloresta de uma monocultura.
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Episódio 3
A prova final: o Carlos prova o que cultivou
O fechamento da série é o momento mais bonito. Carlos, que cuida da terra no sítio, experimenta pela primeira vez as cervejas feitas com as frutas que ele mesmo plantou: a Maracuvaia (com maracujá e uvaia) e a Catharina Sour com jabuticaba e cambuci. É possível ver, na expressão dele, o que acontece quando quem cultiva a matéria-prima encontra o produto final. A cor, a acidez, a presença da fruta, o corpo da cerveja. Cada etapa da cadeia conectada, do solo ao copo.
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Quando o produtor que cultivou prova o que se fez com o que ele cultivou, fica claro que biodiversidade brasileira não é discurso. É cadeia. É gente. É coisa que existe porque alguém cuidou.

As frutas que poucos conhecem (e que a Luci faz questão de mostrar)

Cada Catharina Sour da Luci carrega uma fruta nativa que está, ou esteve, em risco de desaparecer da nossa mesa.

A Mata Atlântica é berço de frutas que, infelizmente, a maior parte dos brasileiros nunca provou. E uma das razões é simples: quando deixamos de consumir essas frutas, o produtor para de plantá-las, o bioma perde quem o defenda, e o ciclo de extinção se acelera. Valorizar fruta nativa, no Brasil, é uma das formas mais diretas de torcer pela Mata Atlântica.

No portfólio Luci, três frutas nativas ocupam papel central nas Catharina Sours:

  • Cambuci: fruta nativa da Mata Atlântica, em risco de extinção pela perda de habitat. Aroma intenso, acidez marcante, perfil único. É a fruta-âncora da nossa Catharina Sour cambuci e jabuticaba;
  • Jabuticaba: talvez a fruta nativa mais reconhecível pelos brasileiros, ainda assim subutilizada na gastronomia formal. Doce, complexa, com casca que carrega antocianinas raras. Compõe a mesma Catharina Sour ao lado do cambuci;
  • Uvaia: também nativa da Mata Atlântica, com aroma cítrico delicado e perfil tropical. Encontra o maracujá brasileiro na nossa Maracuvaia, Catharina Sour premiada com Country Winner e Ouro no World Beer Awards 2025.

Cada uma dessas frutas tem história ligada a uma comunidade produtora, a um pedaço de mata preservado e a um saber que precisa continuar existindo. Quando você bebe uma Catharina Sour da Luci, você está, em pequena escala, votando pela continuidade dessa cadeia.

Agrofloresta, agroecologia e produção orgânica, na prática

Os três conceitos que aparecem na série não são jargão técnico. São métodos concretos que mudam tudo.

No segundo episódio da série, três palavras aparecem como base do que acontece no Sítio do Bello. Vale entender o que significam, porque são esses três princípios que fazem a fruta da Luci ser diferente da fruta de mercado convencional.

Agrofloresta é um sistema de cultivo em que diferentes espécies de plantas (frutíferas, nativas, leguminosas, espécies de cobertura) crescem juntas, imitando a estrutura de uma floresta natural. Em vez de plantar uma única cultura em fileira (a chamada monocultura), a agrofloresta consorcia espécies que se beneficiam mutuamente. A produtividade por área é menor, mas a saúde do solo, a resistência a pragas e a biodiversidade são radicalmente maiores.

Agroecologia é o enquadramento mais amplo. É o conjunto de práticas que entende a produção agrícola como parte de um sistema vivo, que inclui solo, água, fauna, microbiota, comunidades humanas, ciclos lunares e climáticos. Agroecologia recusa a lógica industrial de "tratar a terra como fábrica" e propõe uma relação de manejo, e não de exploração.

Produção orgânica é a face mais conhecida desse conjunto. Não usa agrotóxicos, fertilizantes sintéticos, hormônios ou organismos geneticamente modificados. Mas, para ser legítima, exige certificação e fiscalização. As frutas que vão para a Luci são de produção orgânica certificada.

A diferença entre fruta de agrofloresta e fruta de monocultura aparece no copo. Na complexidade aromática, na densidade do sabor, na presença da fruta. O solo vivo entrega outra fruta.

Beber Luci, votar Mata Atlântica

O Dia Nacional da Mata Atlântica não é convite para luto pelo bioma que foi devastado. É lembrete de que ainda há muito a preservar, e que a preservação acontece também (e talvez sobretudo) em decisões aparentemente pequenas. O que se come, o que se planta, o que se valoriza no mercado, o que se conta para os filhos.

A Luci nasceu carregando essa responsabilidade desde o nome. Quando decidimos fazer cerveja artesanal sem álcool com ingredientes nativos da biodiversidade brasileira, sabíamos que estávamos assumindo um compromisso de cadeia: trabalhar com produtores que respeitam o bioma, escolher frutas nativas em vez de aromas sintéticos, valorizar o tempo da natureza em vez de tentar abreviá-lo.

A série Nossa Biodiversidade é a primeira de muitas formas de tornar essa história visível. Você assistiu o Carlos provando a cerveja feita com a fruta que ele cultivou. Da próxima vez que pegar uma Catharina Sour da Luci na mão, lembra que ali dentro tem fruta dele, terra viva, agrofloresta, Mata Atlântica preservada. Tem Brasil de verdade.

Ao Dia Nacional da Mata Atlântica, e a quem ainda cuida dela todos os dias, nosso obrigado.

Beba Mata Atlântica. Brinde com lucidez.

As Catharina Sours da Luci levam para o seu copo as frutas nativas que ainda resistem no nosso bioma mais ameaçado. Maracujá com uvaia. Jabuticaba com cambuci. Cada gole é uma forma de torcer pelo Brasil que merece continuar existindo.

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27 de maio. Dia Nacional da Mata Atlântica. Do Sítio do Bello em Paraibuna ao seu copo. Cadeia conectada, cadeia preservada.

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