Uma reflexão pessoal depois de um fim de semana de blocos, sobre o que sustenta de verdade a diversão nesses ambientes
Esse fim de semana participei de um encontro de blocos, um daqueles eventos de carnaval, com muita gente, música o dia inteiro e aquela energia coletiva que só ambiente assim consegue criar. No meio da festa, me peguei fazendo uma pergunta simples, que ficou martelando o resto do dia.
O que realmente domina esse ambiente? É a música? É o encontro com quem a gente gosta de estar perto? Ou é o álcool, de forma tão naturalizada que a gente nem repara mais que ele ocupa o centro de quase tudo?
O consumo excessivo virou parte do roteiro
Em eventos de carnaval, o consumo intenso de álcool costuma ser tratado como parte natural da experiência, quase regra não escrita. Ninguém questiona, porque é assim que sempre foi. A multidão bebe, a festa segue, e o álcool acaba assumindo um protagonismo que talvez nunca tenha sido dele de fato.
Isso não é crítica a quem bebe nesses ambientes, até porque eu antes da Luci, eu era típico exemplo de quem não sabia curtir sem o excesso de álcool. É uma provocação que agora, depois de experienciar longos períodos e situações sem o álcool, sou capaz de refletir a respeito, pois esse é um hábito cultural tão enraizado que a gente deixou de perguntar se ele é realmente necessário para a diversão acontecer.
Dá para se divertir sem que o consumo domine tudo?
É a pergunta que vale carregar para dentro de qualquer ambiente de festa intensa. A resposta não é abandonar a bebida alcoólica, nem transformar a experiência em algo careta. É reconhecer que existe espaço para consumir com mais presença, sem deixar que o consumo tome conta do resto da experiência.
É aqui que entra um conceito importante, e pouco falado nesse tipo de contexto: redução de danos. Em ambientes de consumo tão intenso como um bloco de carnaval, intercalar bebida alcoólica com cerveja sem álcool é estratégia boa e simples de reduzir o impacto do consumo excessivo, sem tirar a pessoa da festa, sem exigir abstinência total, sem cobrar perfeição.
- Menos ressaca no dia seguinte, quando parte do consumo do dia é substituída por cerveja sem álcool;
- Mais controle sobre o próprio limite, intercalando em vez de manter ritmo constante de álcool o dia inteiro;
- Presença maior no momento, sem o embotamento progressivo que o consumo excessivo traz ao longo de um evento longo;
- Sem julgamento e sem discurso de abstinência, só uma alternativa concreta disponível na mesma mesa, no mesmo copo gelado.
O que fica dessa reflexão
Não escrevo isso de fora, como observador distante de festa de carnaval. Escrevo de dentro, tendo vivido esse fim de semana junto com todos que estavam por lá, sentindo a energia real de um encontro de blocos. E é justamente por ter vivido que a pergunta ficou tão forte: quanto do que a gente chama de diversão é, na verdade, o álcool falando por nós, e quanto é a gente mesmo, presente, curtindo a música e as pessoas ao redor?
Não tenho resposta fechada, mas tenho a convicção de que vale a pena perguntar, especialmente em ambientes onde o consumo excessivo é tão naturalizado que ninguém para para questionar. Intercalar com uma cerveja sem álcool não resolve tudo, mas é um gesto concreto, disponível, real, de manter mais lucidez em meio à multidão.
Beba com lucidez. Beba Luci.
Presente na festa, do começo ao fim.
Cervejas artesanais sem álcool da Luci, feitas para intercalar com consciência em qualquer ambiente de festa, sem abrir mão do sabor nem da experiência.
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O que realmente domina a festa? Beba com lucidez.