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Por Danniel Rodrigues

Por que a ressaca fica mais complicada após os 30

A sensação de que “um drink agora derruba mais do que antes” tem explicação. Com a idade, a água corporal total diminui e a proporção de gordura aumenta. Como o álcool é solúvel em água, a mesma dose resulta em concentrações mais altas no sangue, com efeitos mais intensos e prolongados.

Além disso, o metabolismo do álcool desacelera: enzimas como ADH, ALDH e CYP2E1 trabalham mais devagar, mantendo álcool e metabólitos circulando por mais tempo. O resultado prático é um dia seguinte mais pesado, mesmo com quantidades que antes pareciam inofensivas.

Há também maior sensibilidade do cérebro e do sistema de equilíbrio, o que amplia o impacto em coordenação, atenção e julgamento e ajuda a explicar por que a recuperação é mais lenta após os 30 e segue piorando nas décadas seguintes. Diferenças fisiológicas entre homens e mulheres, presentes em qualquer idade, tendem a se acentuar: com menos água corporal proporcional, as mulheres atingem picos mais altos de álcool no sangue para a mesma dose.

O papel do sono e das medicações

Embora o álcool possa induzir sonolência, ele fragmenta a noite e reduz o sono profundo. Em faixas etárias nas quais distúrbios do sono já são mais comuns, essa desorganização potencializa fadiga, dor de cabeça e “névoa mental” na manhã seguinte. Outro fator típico do envelhecimento é o uso de medicações. Interações com sedativos, anticoagulantes, antidiabéticos e analgésicos podem aumentar riscos e intensificar sintomas, tornando a ressaca mais imprevisível.

Como minimizar os efeitos

Na prática, reduzir o ritmo e a quantidade faz diferença. Comer antes e durante o consumo desacelera a absorção; hidratar de forma consistente atenua os efeitos; respeitar o sono e evitar “acompanhar” quem bebe mais ajuda a manter o dia seguinte funcional. Para quem usa medicamentos, a conversa com o médico é essencial — em alguns cenários, a abstenção é a conduta mais segura.

Cerveja sem álcool: alternativa para reduzir (ou evitar) a ressaca

Se o problema é o etanol, a solução lógica é diminuir sua exposição — ou substituí-lo. Cervejas sem álcool preservam o ritual social, o frescor e o sabor, mas praticamente eliminam o agente responsável pelos sintomas da ressaca. Para quem quer reduzir, alternar bebidas alcoólicas e versões sem álcool ao longo do evento ajuda a manter a concentração de álcool baixa e estável. Para quem quer evitar a ressaca por completo, optar exclusivamente por rótulos 0,0% é a via mais direta. Vale lembrar que algumas “sem álcool” podem conter traços (até 0,5% ABV, conforme o país); se a meta é zero absoluto, procure as 0,0%.

Referências

National Geographic Brasil — “Por que a sua tolerância ao álcool diminui à medida que você envelhece?”: ler a matéria

National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA): site oficial

UC San Diego Center for Healthy Aging: site oficial

Kidney Research and Clinical Practice — variação da água corporal ao longo da vida: periódico

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