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Por Danniel Rodrigues

Celebrar como um ato de presença (e não de exagero)

As celebrações de fim de ano costumam ser associadas a grandes encontros, mesas cheias, muitos compromissos e uma certa expectativa de euforia coletiva. Para muitos, é a época em que “se deve” festejar, independentemente do que se viveu internamente ao longo do ano. Mas quando olhamos com mais cuidado, percebemos que celebrar não precisa — e talvez nem deva — estar automaticamente ligado ao excesso.

 

Existe uma diferença fundamental entre comemorar e se exceder. A primeira está ligada ao significado, a segunda, muitas vezes, à fuga. A comemoração genuína nasce de reconhecimento, de presença e de uma atenção real às pessoas e aos momentos. O excesso nasce de repetição de padrões, de ansiedade social ou da necessidade de corresponder a expectativas alheias.

 

Por isso, pensar em celebração sob a ótica da lucidez é tão importante. Em vez de perguntar como vamos festejar?, talvez devêssemos perguntar por que estamos festejando? e o que faz sentido para nós neste momento?

 

Celebrar com consciência é compreender que nem todo fim de ano precisa ser marcado por espetáculos ou rituais grandiosos. Para alguns, celebrar pode significar estar com poucas pessoas, mas de forma genuína. Para outros, pode significar fazer uma pausa, reconhecer avanços pessoais, agradecer por relações importantes ou simplesmente se permitir um momento de descanso.

 

Quando deixamos de tratar a celebração como um protocolo e passamos a vê-la como parte do processo de encerramento de um ciclo, ela assume outro papel. Em vez de apenas marcar o fim de um ano, ela passa a integrar uma transição mais profunda: uma passagem do que fomos para o que desejamos ser.

 

Uma celebração lúcida não pressiona, não exige, não nos coloca em uma posição de desempenho. Ela não transforma alegria em obrigação, pelo contrário, ela abre espaço para escolhas mais honestas. 

 

Ao tirar a festa do piloto automático, recuperamos seu valor simbólico. Não celebramos para preencher um calendário, mas para reconhecer que chegamos até aqui. Não comemoramos para impressionar, mas para honrar o caminho.

 

Assim, celebrar deixa de ser sobre quantidade e passa a ser sobre qualidade. No final das contas, celebrar com lucidez não diminui a alegria, apenas a torna mais verdadeira e talvez esse seja exatamente o tipo de celebração que mais combina com o encerramento de um ciclo.

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